Exame hormonal precisa de jejum? Horário, dia do ciclo e o que muda o resultado de cada hormônio
Resposta direta
Nem todo exame hormonal precisa de jejum: a testosterona é colhida de manhã e em jejum; a prolactina (hormônio ligado à produção de leite), até 3 horas depois de acordar, de preferência em jejum; o TSH (exame da tireoide) dispensa jejum. Em quem menstrua, FSH (hormônio que estimula os ovários) e estradiol (o principal estrogênio) são colhidos do 2º ao 4º dia do ciclo. Suplementos com biotina e o anticoncepcional podem alterar resultados.
Um pedido de exames hormonais pode juntar, na mesma folha, testosterona, prolactina, TSH, FSH e estradiol, cada um com a sua regra: jejum, primeiras horas da manhã, dia certo do ciclo menstrual. Colhido tudo de uma vez, no horário que sobrou na agenda, o laudo pode refletir o preparo, e não o corpo.
Há ainda o que quase nunca aparece no pedido: o polivitamínico, o anticoncepcional, a reposição em andamento. Aqui reúno o preparo de cada hormônio segundo as diretrizes, com um resumo no fim. O conteúdo é educativo: a orientação final é a do seu médico e do laboratório.
Vai fazer exames hormonais?
Na avaliação, o pedido parte dos seus sintomas, e os resultados são lidos no contexto da sua história.
Agendar pelo WhatsAppEste artigo faz parte do guia Reposição hormonal do Dr. Rodrigo Neves. Consultório em Alto de Pinheiros, São Paulo. Livro do Dr. Rodrigo Neves sobre o tema: A Verdade Sobre a Reposição Hormonal.
Exame hormonal precisa de jejum?
Alguns precisam, outros não. A testosterona colhida para investigar deficiência no homem pede jejum. O TSH, exame que mostra como a hipófise (glândula na base do cérebro) estimula a tireoide, não pede.
Quando o pedido junta exames com regras diferentes, vale a mais exigente. O Consenso Brasileiro de 2016 sobre o perfil lipídico prevê colher o colesterol em jejum quando outros exames da requisição pedem, e a MedlinePlus, enciclopédia médica da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, faz a mesma ressalva sobre o TSH.
Colesterol e glicose ainda precisam de jejum?
O colesterol, não necessariamente. O Consenso Brasileiro de 2016 aceitou a coleta sem jejum, com o estado de jejum informado no laudo, e a Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 mantém: na avaliação inicial, é aceitável colher sem jejum. Duas ressalvas: triglicérides muito altos sem jejum pedem, a critério do médico, nova coleta com jejum de 12 horas, e álcool, refeição muito gordurosa ou atividade física extenuante na véspera podem alterar o perfil temporariamente.
A glicemia de jejum, como o nome diz, continua pedindo jejum, pelo tempo que o laboratório orientar. O mesmo vale para o HOMA-IR, índice de resistência à insulina calculado com a glicose e a insulina de jejum.
Testosterona: por que de manhã e em jejum?
A testosterona tem pico pela manhã, varia de um dia para o outro e cai depois da comida. A diretriz da Endocrine Society (sociedade americana de endocrinologia) de 2018 pede a coleta de manhã, depois do jejum da noite, em duas manhãs diferentes. O posicionamento brasileiro de 2026, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e outras duas sociedades, define a janela: entre 7 e 10 horas, com confirmação nas mesmas condições, de preferência 4 semanas depois.
Segundo a Endocrine Society, cerca de 30% dos homens com uma primeira dosagem baixa têm resultado normal na repetição, e um estudo brasileiro com 40 homens jovens mediu o quanto o preparo errado derruba o número, como detalho no artigo sobre exames para reposição hormonal masculina. As duas diretrizes orientam não colher durante uma doença aguda.
Quem já faz reposição hormonal: em que momento colher?
Na reposição de testosterona, conta o momento da coleta em relação à última aplicação. A Endocrine Society busca, no tratamento, a testosterona no meio da faixa normal. Uma revisão de farmacologia publicada em 2016 na Translational Andrology and Urology resume quando dosar em cada via:
- Injeção de curta ação (cipionato ou enantato): cerca de uma semana depois da aplicação.
- Injeção de longa ação (undecanoato): logo antes da aplicação seguinte.
- Implante (pellet): no fim do intervalo entre um implante e outro.
- Gel: depende do produto, de antes da aplicação da manhã a algumas horas depois dela, conforme a bula.
Vale anotar dia e hora da última aplicação. Na mulher, o lugar do estradiol no acompanhamento está em exames antes da reposição hormonal feminina.
Cortisol, prolactina e tireoide: pesa mais o jejum ou o horário?
Cortisol: pesa mais o jejum ou o horário?
No cortisol, o horário manda. A diretriz da Endocrine Society de 2016 sobre insuficiência adrenal descreve pico pela manhã e o ponto mais baixo perto da meia-noite. Por isso a investigação de cortisol baixo usa a coleta da manhã, com horários e cortes no artigo sobre cortisol baixo.
Para investigar excesso, a lógica se inverte: a diretriz da Endocrine Society de 2008 sobre síndrome de Cushing (excesso crônico de cortisol) inclui, entre os testes iniciais, o cortisol na saliva colhida em duas noites, entre 23 horas e meia-noite, quando ele deveria estar no ponto mais baixo.
Prolactina precisa de jejum ou de repouso?
A prolactina, hormônio da hipófise ligado à produção de leite, é liberada em pulsos, fica mais alta durante o sono e cai aos poucos depois que a pessoa acorda. Uma revisão do Departamento de Neuroendocrinologia da SBEM, publicada em 2018, orienta colher até 3 horas depois de acordar, de preferência em jejum, e lembra que estresse de qualquer origem, inclusive exercício e doença aguda, eleva o hormônio.
Ficar deitado antes da coleta, segundo a mesma revisão, não é necessário, ao contrário do que se acreditava; o estresse da picada sobe a prolactina, em geral pouco. O que se pede é evitar exercício intenso e estimulação dos mamilos nos 30 minutos anteriores.
Na leitura, a Endocrine Society aceita uma única dosagem alta, colhida sem estresse excessivo na picada, para confirmar o diagnóstico; a SBEM sugere confirmar ao menos uma vez, a não ser que o valor venha claramente alto.
TSH e T4 livre precisam de jejum?
Não como regra. A MedlinePlus não lista jejum entre os preparos do TSH nem do T4 (tiroxina, o principal hormônio da tireoide); o T4 livre é a parte dele que circula solta no sangue, pronta para agir. Uma revisão encomendada pela Associação Americana de Tireoide (ATA), de 2023, lista idade, sexo, fase reprodutiva, remédios, consumo de iodo e outros fatores na leitura do TSH, e deixa de fora o ritmo do dia. Na tireoide, mudam a leitura o estrogênio, que altera o T4 total, e a biotina, descritos adiante.
Qual dia do ciclo fazer cada exame hormonal?
Em quem menstrua, alguns hormônios têm dia certo, contado a partir do primeiro dia da menstruação.
- FSH e estradiol: no início do ciclo. A ASRM (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva) descreve o FSH (hormônio folículo-estimulante, que estimula os ovários) no 2º, 3º ou 4º dia e lembra que ele varia entre ciclos e que um estradiol (o principal estrogênio) que sobe cedo pode puxar para o normal um FSH que estaria alto. Por isso os dois são lidos juntos.
- LH: o hormônio luteinizante, que comanda a ovulação, pode ter um momento do ciclo definido no pedido, como avisa a MedlinePlus.
- Progesterona: cerca de uma semana antes da menstruação esperada, porque o exame responde se houve ovulação. O conhecido 21º dia só vale para ciclo de 28 dias, como explico no artigo sobre progesterona baixa.
- Prolactina: a revisão da SBEM trata de horário, jejum e estresse, sem dia marcado no ciclo.
Depois dos 45 anos, com sintomas típicos, a menopausa se reconhece pela história clínica, e as situações em que o FSH ajuda estão no artigo sobre exame para saber se está na menopausa.
Anticoncepcional muda a leitura dos exames hormonais?
Muda, conforme o hormônio, e por isso o método em uso precisa constar no pedido.
- FSH: segundo a diretriz brasileira de 2024 sobre climatério, o anticoncepcional combinado mantém o FSH baixo até na semana de pausa; quando a dosagem é indispensável, a mesma diretriz descreve suspender o combinado de 2 a 4 semanas antes da coleta, com orientação médica.
- Progesterona: com um método que bloqueia a ovulação, o valor baixo é esperado.
- Testosterona: a diretriz internacional de 2023 sobre síndrome dos ovários policísticos (SOP) explica que a pílula combinada aumenta a SHBG (proteína que carrega os hormônios sexuais no sangue) e reduz a produção de andrógenos (hormônios masculinos, presentes também na mulher). Se a dosagem é indispensável, orienta suspender a pílula por 3 meses ou mais, com outro método.
- Cortisol: o estrogênio aumenta a CBG, proteína que carrega o cortisol. A diretriz sobre síndrome de Cushing registra falso positivo em metade das usuárias de pílula num dos testes de triagem e orienta, quando possível, suspender remédios com estrogênio 6 semanas antes.
- Tireoide: segundo a revisão da ATA, o estrogênio aumenta a proteína que carrega os hormônios da tireoide e, com ela, o T4 total e o T3 total (hormônio solto somado ao preso à proteína), sem mudar o T4 livre nem o TSH.
Nenhuma dessas pausas se faz por conta própria: suspender o anticoncepcional muda a proteção contra a gravidez.
Biotina e outros suplementos podem alterar o exame de sangue?
A biotina, vitamina B7 comum em polivitamínicos e suplementos, é o caso mais conhecido. Muitos exames de hormônio usam biotina na própria reação, e o excesso dela no sangue atrapalha a medida. A FDA, agência que regula produtos de saúde nos Estados Unidos, alerta que a biotina de suplementos pode interferir de forma importante em certos exames, e segue recebendo relatos de troponina (exame do coração) falsamente baixa.
Um estudo publicado no JAMA em 2017, com 6 adultos saudáveis que tomaram por uma semana uma quantidade de biotina comum em suplementos vendidos sem receita, avaliou exames como TSH, T4, prolactina e vitamina D: houve interferência em 9 dos 23 que usam biotina na reação, com resultados falsamente altos num formato de exame e falsamente baixos em outro. É um estudo pequeno, mas mostra que o erro vai para os dois lados. Um relato de caso de 2016 descreve exames de tireoide que imitavam a doença de Graves (uma causa de hipertireoidismo) e voltaram ao normal mais rápido do que seria possível depois que a biotina saiu.
Para LH e FSH, a Endocrine Society orienta suspender a biotina pelo menos 72 horas antes; diante de suspeita de interferência nos exames de tireoide, a revisão da ATA orienta suspender e colher de novo. É um cuidado de preparo, sem necessidade de abandonar o suplemento: avise no pedido e combine a pausa com o médico.
Outros suplementos agem de outro jeito. Em quem usa hormônio de tireoide, sulfato ferroso, cálcio, antiácidos e preparações de soja reduzem a absorção do remédio e podem subir o TSH, segundo a ATA. E a MedlinePlus lembra que alguns remédios e vitaminas alteram a prolactina.
Resumo: o preparo de cada exame hormonal
- Testosterona (investigação no homem): entre 7 e 10 horas, em jejum, repetida em outra manhã.
- Cortisol: manhã para investigar falta; saliva tarde da noite para investigar excesso.
- Prolactina: até 3 horas depois de acordar, de preferência em jejum, sem exercício intenso antes; repouso deitado dispensável.
- TSH e T4 livre: sem jejum obrigatório.
- FSH e estradiol: do 2º ao 4º dia do ciclo.
- Progesterona: cerca de uma semana antes da menstruação esperada.
- Biotina: avisar; para LH e FSH, pausa de pelo menos 72 horas, combinada com o médico.
- Colesterol: sem jejum, na avaliação inicial.
- Glicemia de jejum e HOMA-IR: em jejum.
- Testosterona em reposição: conforme a via e a última aplicação.
Como é feita a avaliação antes de pedir os exames?
Na consulta, o pedido vem depois da conversa: sintomas, fase do ciclo ou da menopausa, anticoncepcional, reposição em uso e última aplicação, remédios e suplementos, inclusive os que contêm biotina.
O exame físico e a bioimpedância, que estima massa muscular e gordura, completam a avaliação. Os resultados são lidos com os sintomas e comparados com exames anteriores colhidos nas mesmas condições, porque diferença de preparo pode parecer mudança no corpo. É assim no consultório em Alto de Pinheiros, em São Paulo.
Perguntas frequentes
Pode tomar água durante o jejum do exame de sangue?
Pode. A MedlinePlus explica que o jejum costuma durar de 8 a 12 horas e que água pura está liberada; suco, café e refrigerante, não, porque chegam ao sangue e alteram o resultado. A orientação inclui não mascar chiclete, não fumar e não fazer exercício. Remédio de uso contínuo só é suspenso com orientação do médico.
Posso fazer exame hormonal menstruada?
Pode, e para FSH e estradiol é o momento certo: a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva descreve a coleta do 2º ao 4º dia do ciclo, contando como dia 1 o primeiro dia da menstruação. A progesterona fica para a segunda metade do ciclo.
Em que dia do ciclo se faz o exame antimülleriano?
Em geral, sem dia marcado. A ASRM descreve o antimülleriano, marcador da reserva de óvulos, como relativamente estável dentro do ciclo e entre um ciclo e outro; a diretriz internacional de SOP de 2023 pondera que ele pode variar ao longo do ciclo e cair com o uso atual ou recente de pílula. Depois dos 45 anos, ele não confirma a menopausa.
Treino forte na véspera atrapalha o exame?
Pode atrapalhar alguns. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 registra que atividade física extenuante na véspera pode alterar temporariamente o perfil lipídico, e a SBEM orienta evitar exercício intenso nos 30 minutos anteriores à coleta da prolactina. Deixar o treino forte para depois da coleta evita a dúvida.
Exame hormonal pode ser colhido à tarde?
Alguns, sim. O TSH pode, porque a revisão encomendada pela Associação Americana de Tireoide não considera o ritmo do dia na leitura dele. A testosterona, quando se investiga deficiência, e a prolactina, não: as duas ficam mais altas nas primeiras horas do dia. O cortisol depende da pergunta: manhã para investigar falta, saliva tarde da noite para investigar excesso.
Conclusão
Exame hormonal não tem regra única de jejum: cada hormônio tem o seu preparo, e interferências como biotina e anticoncepcional não aparecem no pedido. Antes da coleta, confira o preparo de cada exame, avise sobre suplementos e anticoncepcional e anote a última aplicação, se já faz reposição. Só o exame colhido nas condições certas permite comparar um resultado com o próximo.
Referências
- Bhasin S, Brito JP, Cunningham GR, et al. Testosterone Therapy in Men With Hypogonadism: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2018;103(5):1715-1744. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29562364/
- Hohl A, Lopes L, Ronsoni MF, et al. Care of Patients with Male Hypogonadism: A Joint Position Statement from the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism (SBEM), the Brazilian Society of Urology (SBU), and the Brazilian Association for Sexual Medicine and Health (ABEMSS). Int Braz J Urol. 2026;52(3). doi:10.1590/S1677-5538.IBJU.2025.0610. https://www.scielo.br/j/ibju/a/z3hQd43gJt7b9Ck76ccgxNf/?lang=en
- Lima IL, Neves IM, Costa IR, Caplum MC, Oliveira PCB, Vaz de Mello RC. Avaliação da influência de fatores pré-analíticos nas dosagens de testosterona total em homens jovens saudáveis. J Bras Patol Med Lab. 2021;57. doi:10.5935/1676-2444.20210016. https://www.scielo.br/j/jbpml/a/rYNw73rZVmBchkxTPmgyptF/?lang=pt
- Bornstein SR, Allolio B, Arlt W, et al. Diagnosis and Treatment of Primary Adrenal Insufficiency: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2016;101(2):364-389. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26760044/
- Nieman LK, Biller BM, Findling JW, et al. The diagnosis of Cushing's syndrome: an Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2008;93(5):1526-1540. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18334580/
- Vilar L, Abucham J, Albuquerque JL, et al. Controversial issues in the management of hyperprolactinemia and prolactinomas: An overview by the Neuroendocrinology Department of the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism. Arch Endocrinol Metab. 2018;62(2):236-263. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29768629/
- Melmed S, Casanueva FF, Hoffman AR, et al. Diagnosis and treatment of hyperprolactinemia: an Endocrine Society clinical practice guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2011;96(2):273-288. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21296991/
- MedlinePlus. TSH (Thyroid-stimulating hormone) Test. U.S. National Library of Medicine (atualização de 30/10/2024). https://medlineplus.gov/lab-tests/tsh-thyroid-stimulating-hormone-test/
- MedlinePlus. Thyroxine (T4) Test. U.S. National Library of Medicine (atualização de 12/12/2024). https://medlineplus.gov/lab-tests/thyroxine-t4-test/
- Van Uytfanghe K, Ehrenkranz J, Halsall D, et al. Thyroid Stimulating Hormone and Thyroid Hormones (Triiodothyronine and Thyroxine): An American Thyroid Association-Commissioned Review of Current Clinical and Laboratory Status. Thyroid. 2023;33(9):1013-1028. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37655789/
- Practice Committee of the American Society for Reproductive Medicine. Testing and interpreting measures of ovarian reserve: a committee opinion. Fertil Steril. 2020;114(6):1151-1157. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33280722/
- MedlinePlus. Luteinizing Hormone (LH) Levels Test. U.S. National Library of Medicine (atualização de 05/12/2023). https://medlineplus.gov/lab-tests/luteinizing-hormone-lh-levels-test/
- Practice Committee of the American Society for Reproductive Medicine; Practice Committee of the Society for Reproductive Endocrinology and Infertility. Diagnosis and treatment of luteal phase deficiency: a Committee Opinion. Fertil Steril. 2026;126(4):633-639. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42414147/
- Oliveira GMM, Almeida MCC, Arcelus CMA, et al. Diretriz Brasileira sobre a Saúde Cardiovascular no Climatério e na Menopausa, 2024. Arq Bras Cardiol. 2024;121(7):e20240478. Seção 2.3, Diagnóstico Clínico e Laboratorial. https://doi.org/10.36660/abc.20240478
- Teede HJ, Tay CT, Laven JJE, et al. Recommendations From the 2023 International Evidence-based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome. J Clin Endocrinol Metab. 2023;108(10):2447-2469. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37580314/
- U.S. Food and Drug Administration (FDA). Biotin Interference with Troponin Lab Tests: Assays Subject to Biotin Interference. Conteúdo vigente desde 21/06/2022. https://www.fda.gov/medical-devices/in-vitro-diagnostics/biotin-interference-troponin-lab-tests-assays-subject-biotin-interference
- Li D, Radulescu A, Shrestha RT, et al. Association of Biotin Ingestion With Performance of Hormone and Nonhormone Assays in Healthy Adults. JAMA. 2017;318(12):1150-1160. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28973622/
- Elston MS, Sehgal S, Du Toit S, Yarndley T, Conaglen JV. Factitious Graves' Disease Due to Biotin Immunoassay Interference: A Case and Review of the Literature. J Clin Endocrinol Metab. 2016;101(9):3251-3255. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27362288/
- MedlinePlus. Prolactin Levels. U.S. National Library of Medicine (atualização de 03/01/2024). https://medlineplus.gov/lab-tests/prolactin-levels/
- Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, Sociedade Brasileira de Cardiologia (Departamento de Aterosclerose), Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Sociedade Brasileira de Diabetes. Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico. 2016. https://www.sbac.org.br/wp-content/uploads/2017/09/ConsensoOficial_PerfilLipidico_2016_v13.pdf
- Rached FH, Miname MH, Rocha VZ, et al. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2025). Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250640. Seção 3.1.1, fase pré-analítica. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12674852/
- Shoskes JJ, Wilson MK, Spinner ML. Pharmacology of testosterone replacement therapy preparations. Transl Androl Urol. 2016;5(6):834-843. Tabela 1, coluna de monitoramento. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28078214/
- MedlinePlus. Fasting for a Blood Test. U.S. National Library of Medicine (atualização de 28/08/2025). https://medlineplus.gov/lab-tests/fasting-for-a-blood-test/
Quer entender seus exames hormonais?
Avaliação com anamnese, exame físico, bioimpedância e leitura dos resultados junto com os seus sintomas.
Agendar pelo WhatsApp