Metabolismo

Caneta emagrecedora manipulada: o que a Anvisa diz sobre tirzepatida e semaglutida e o que saber antes

Dr. Rodrigo Neves 8 de outubro de 2026 Leitura: 12 min

Resposta direta

Caneta emagrecedora manipulada não passa pelos estudos de eficácia e segurança que a Anvisa exige para registrar um medicamento. Pela Nota Técnica 200/2025 (as regras da Anvisa para essas canetas), a tirzepatida pode ser manipulada em caráter excepcional, com receita para um paciente específico; a manipulação de semaglutida foi vetada em 2025, e a Anvisa anunciou em 2026 a revisão dessas regras. Caneta vendida pronta pela internet, sem registro e sem receita, é proibida.

Nas redes sociais, circulam vídeos de pessoas que diluem tirzepatida vendida em pó e aplicam a injeção em casa, sem nenhum cuidado sanitário, cena descrita pela Anvisa num alerta de setembro de 2026. Na outra ponta, farmácias de manipulação preparam a mesma substância sob regras de controle de qualidade, e as farmácias comuns vendem medicamentos industrializados, como Mounjaro e Ozempic, com receita retida. Tudo isso leva o mesmo apelido: caneta emagrecedora.

Este artigo reúne o que a Anvisa determina hoje, o que a FDA, a agência de medicamentos dos Estados Unidos, relatou sobre as versões manipuladas, os riscos documentados e como conferir o registro de um produto, com as fontes no fim.

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O que é uma caneta emagrecedora manipulada?

Caneta emagrecedora é o nome popular dos agonistas de GLP-1 injetáveis, remédios que imitam um hormônio do intestino ligado à saciedade e ao controle da glicose. Os industrializados têm registro na Anvisa: fabricação e estudos de eficácia, segurança e qualidade passam pela avaliação da agência.

A versão manipulada segue outro caminho. Pela RDC 67/2007, a norma de boas práticas das farmácias de manipulação, a preparação magistral é feita “a partir de uma prescrição de profissional habilitado, destinada a um paciente individualizado”. Ela não tem registro próprio: a farmácia cumpre regras de qualidade, mas a fórmula não passa pelos estudos clínicos exigidos para registrar um medicamento.

Por isso, Mounjaro manipulado é um nome que a regra não comporta: Mounjaro é a marca industrializada da tirzepatida, e a RDC 67/2007 impede a prescrição de fórmula magistral com “nome de fantasia” e a entrega do manipulado “em substituição a medicamentos industrializados”.

O que diz a Anvisa sobre tirzepatida e semaglutida manipuladas?

A regra específica é a Nota Técnica 200/2025 (documento técnico com orientações para farmácias e fiscais), aprovada pela diretoria da Anvisa no Despacho 97/2025 (ato oficial da diretoria, no Diário Oficial de 25 de agosto de 2025). Ela separa o insumo farmacêutico ativo (IFA, a matéria-prima do remédio) pela origem. O biotecnológico, feito por células modificadas em laboratório, só pode ser importado para manipulação se vier do fabricante avaliado no registro. O sintético, feito por síntese química, pode ser importado “desde que exista produto registrado na Anvisa contendo a referida molécula”.

A tirzepatida, que tem medicamento registrado desde 2023 com insumo sintético, pode ser manipulada, cumpridas as exigências. Sobre a semaglutida, a Anvisa informou em agosto de 2025 que a manipulação não estava autorizada e que não era permitida “a importação nem a manipulação da semaglutida sintética até que exista um medicamento registrado com o IFA sintético”.

Mesmo quando é possível, a manipulação “somente poderá ser realizada mediante comprovação da inexistência de produtos equivalentes no mercado”, diz a nota, que exige testes de controle de qualidade em cada lote, no insumo e na preparação. O texto reconhece que o médico pode ter justificativa clínica para uma formulação diferente da industrial, como intolerância a um componente da fórmula comercial, e registra o entendimento da fiscalização de que a manipulação rotineira dessas substâncias “não se mostra viável do ponto de vista sanitário”.

O que mudou em 2026

Em 20 de março, expirou a patente da semaglutida no Brasil. Em 6 de abril, a Anvisa anunciou um plano para revisar a Nota Técnica 200/2025 e a RDC 67/2007, intensificar inspeções e buscar eventos adversos (problemas de saúde após o uso) em serviços de emergência. Um dos motivos: no segundo semestre de 2025, entraram no país mais de 100 quilos de insumo para essas canetas, o suficiente para cerca de 20 milhões de doses, volume incompatível com o mercado nacional, segundo a agência. Em 26 de maio, a Anvisa registrou a primeira caneta de semaglutida sintética, indicada para diabetes tipo 2, e em 29 de julho registrou mais cinco.

Até julho, a agência contava 33 operações de fiscalização no ano. Numa farmácia de Santa Catarina, achou mais de 1,3 milhão de injetáveis variados produzidos sem receita e lembrou que a produção “só pode ocorrer para atender a uma prescrição específica, prévia e individualizada”.

Uma proposta de instrução normativa mais detalhada entrou na pauta da diretoria em abril, e no comunicado de 23 de setembro de 2026 as farmácias seguiam a Nota Técnica 200/2025. Para a semaglutida, a situação depende da regra em vigor no dia da prescrição, que a Anvisa anunciou estar em revisão.

Precisa de receita? Sim, e ela fica retida

Desde 23 de junho de 2025, pela RDC 973/2025 e pela Instrução Normativa 360/2025, os agonistas de GLP-1 só podem ser vendidos com receita em duas vias, uma retida pela farmácia, válida por 90 dias. A Anvisa determinou o registro dessas compras e vendas, de industrializados e manipulados, no SNGPC, o sistema em que as farmácias registram cada venda de remédio controlado.

O que a FDA disse sobre as versões manipuladas nos Estados Unidos?

Nos Estados Unidos, a falta dos originais levou, em parte, empresas a produzir e anunciar versões manipuladas. A FDA declarou resolvida a falta de tirzepatida em dezembro de 2024 e a de semaglutida em fevereiro de 2025, e a tolerância dada às farmácias terminou ao longo de 2025. Desde então, a manipulação deve atender a um paciente específico, com receita, sem cópias regulares do produto comercial.

Na página sobre o tema, atualizada em 1º de outubro de 2026, a FDA informa ter recebido, até 31 de maio, 990 notificações de eventos adversos com semaglutida manipulada e mais de 730 com tirzepatida manipulada, número que tende a ser maior, porque as farmácias de manipulação comuns não são obrigadas a notificar. Ela descreve:

Tirzepatida manipulada é segura? Quais riscos já foram documentados?

Os grandes estudos que mostraram o efeito da semaglutida e da tirzepatida, resumidos no artigo que compara Mounjaro e Ozempic, usaram os medicamentos industrializados. Sobre as versões manipuladas, um levantamento publicado em 2026 na revista Annals of Pharmacotherapy achou 33 produtos de semaglutida ou tirzepatida diferentes dos aprovados, 48% com outras substâncias, como vitamina B12, e concluiu que eficácia e segurança dessas formulações são, em grande parte, desconhecidas.

A American Diabetes Association recomenda não usar manipulados sem aprovação da FDA, pela incerteza sobre conteúdo, segurança, qualidade e eficácia, embora reconheça o papel da manipulação no sistema de saúde. No Brasil, em nota conjunta, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) recomendaram que os profissionais não prescrevam semaglutida ou tirzepatida “alternativas ou manipuladas”.

Como conferir se a caneta tem registro na Anvisa?

Para o medicamento industrializado, a consulta é gratuita no site da Anvisa, pelo nome ou marca, pelo CNPJ da empresa ou pelo número do registro, dados que devem estar na embalagem. Situação ativa ou válida significa produto autorizado. A agência também mantém uma lista de produtos irregulares e falsificados.

A falsificação já chegou à rede regular: em 2024, a Organização Mundial da Saúde alertou para lotes falsos de Ozempic detectados no Brasil, no Reino Unido e nos Estados Unidos, distribuídos pela rede regular, e citou rótulo de má qualidade ou mal colado e erros de grafia na caixa entre os sinais. Em fevereiro de 2026, a Anvisa mandou apreender um lote falso de Mounjaro identificado pela impressão levemente borrada.

A preparação manipulada não tem número de registro, e isso por si só não a torna irregular. A RDC 67/2007 exige no rótulo, entre outros dados, os nomes do paciente e do médico, a validade, os componentes, o CNPJ da farmácia e o farmacêutico responsável com o número no Conselho Regional de Farmácia. Produto pronto, com nome de fantasia e vendido sem receita não é preparação magistral: em fevereiro de 2026, a Anvisa suspendeu os manipulados de uma farmácia por isso.

Produto pronto, sem registro e vendido sem receita individual, é irregular: de janeiro ao início de abril de 2026, a Anvisa publicou 10 ações contra produtos irregulares com agonistas de GLP-1. Quem usou um produto suspeito e teve reação deve procurar atendimento médico e pode notificar no VigiMed, o sistema da Anvisa aberto a cidadãos.

Como é feita a avaliação antes de um tratamento com GLP-1?

Os agonistas de GLP-1 têm indicações aprovadas e situações de contraindicação ou de cautela, como câncer medular de tireoide na família, pancreatite ou gravidez, detalhadas no artigo sobre exames antes e durante o uso de Mounjaro ou Ozempic. Na consulta, a avaliação reúne:

No consultório em Alto de Pinheiros, São Paulo, essa avaliação vem antes de qualquer prescrição. Quando indicado, o GLP-1 tem estudos sólidos, e o guia de emagrecimento médico mostra como ele entra num plano com alimentação, treino de força e acompanhamento.

Perguntas frequentes

Tirzepatida manipulada é liberada pela Anvisa?

É permitida com condições. Como a tirzepatida tem medicamento registrado e é obtida por síntese química, a Nota Técnica 200/2025 admite a manipulação, com receita para um paciente específico, insumo rastreado, testes de qualidade em cada lote e comprovação de que não há produto equivalente no mercado. Ela não passa pelos estudos clínicos do registro.

Semaglutida manipulada é proibida pela Anvisa?

Em 2025, sim: a Anvisa informou que a manipulação de semaglutida não estava autorizada, porque a biotecnológica depende do insumo do fabricante avaliado no registro, e a sintética, de um medicamento registrado com esse insumo. Em maio de 2026, a agência registrou a primeira semaglutida sintética e anunciou a revisão da nota técnica. A situação depende da regra em vigor no dia da prescrição.

Caneta emagrecedora manipulada precisa de receita?

Precisa. Toda preparação magistral depende de prescrição para um paciente específico, e, desde junho de 2025, os agonistas de GLP-1 exigem receita em duas vias, uma retida na farmácia, válida por 90 dias. A Anvisa determinou o registro dessas vendas, de industrializados e manipulados, no sistema nacional de controle.

Como saber se a caneta de Mounjaro é original?

Consulte o registro no site da Anvisa pelo nome, pelo CNPJ ou pelo número de registro da embalagem e confira se a situação aparece como ativa ou válida. Observe a impressão, o rótulo e a grafia da caixa: em fevereiro de 2026, a Anvisa mandou apreender um lote falso de Mounjaro com impressão borrada. Na dúvida, não use.

Tirzepatida em pó para diluir em casa é segura?

Não. Em alerta de setembro de 2026, a Anvisa afirmou que não é seguro manipular e usar medicamentos que não foram produzidos em ambiente estéril. Sem avaliação da agência, não há como comprovar se o princípio ativo está presente, em que concentração e com quais impurezas, e a contaminação no preparo pode causar abscesso e até sepse, a infecção generalizada.

Conclusão

A caneta emagrecedora manipulada é permitida em situações restritas e não tem a comprovação do medicamento registrado. A tirzepatida pode ser manipulada nas condições da Nota Técnica 200/2025, a semaglutida teve a manipulação vetada em 2025, com regra anunciada como em revisão, e caneta vendida pronta, sem registro e sem receita individual, é proibida.

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Referências

  1. Anvisa. Nota Técnica nº 200/2025/SEI/GIMED/GGFIS/DIRE4/ANVISA: harmonização de entendimentos e procedimentos para importação, manipulação e controle sanitário de IFAs agonistas GLP-1. Agosto de 2025 (itens 2.3 e 3). https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2025/anvisa-esclarece-e-determina-regras-para-manipulacao-de-canetas-de-glp-1/SEI_3775484_Nota_Tecnica_2002.pdf
  2. Anvisa. Anvisa esclarece e determina regras para manipulação de canetas de GLP-1 (Despacho nº 97, de 22 de agosto de 2025, DOU 25 ago. 2025). Publicado em 25 ago. 2025. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2025/anvisa-esclarece-e-determina-regras-para-manipulacao-de-canetas-de-glp-1
  3. Anvisa. Resolução RDC nº 67, de 8 de outubro de 2007: Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias (texto vigente com alterações; itens 5.10, 5.13, 5.14, 5.17.4, 12.1 e definição de preparação magistral). https://anvisalegis.datalegis.net/action/ActionDatalegis.php?acao=abrirTextoAto&tipo=RDC&numeroAto=00000067&seqAto=002&valorAno=2007&orgao=RDC%2FDC%2FANVISA%2FMS&codTipo=&desItem=&desItemFim=&cod_menu=1696&cod_modulo=134&pesquisa=true
  4. Anvisa. Perguntas e respostas: mudanças na comercialização e escrituração dos medicamentos agonistas do receptor GLP-1 (RDC nº 973 e IN nº 360, de 23 abr. 2025, publicadas em 24 abr. 2025, vigentes desde 23 jun. 2025). https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/monitoramento/farmacovigilancia/perguntas-e-respostas/perguntas-respostas-mudancas-na-comercializacao-e-escrituracao-dos-medicamentos-inibidores-glp-1
  5. Anvisa. Canetas emagrecedoras só poderão ser vendidas com retenção de receita. Publicado em 16 abr. 2025. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2025/canetas-emagrecedoras-so-poderao-ser-vendidas-com-retencao-de-receita
  6. Anvisa. Anvisa anuncia novas medidas de combate a irregularidades na importação e manipulação de canetas emagrecedoras. Publicado em 6 abr. 2026. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-anuncia-novas-medidas-de-combate-a-irregularidades-na-importacao-e-manipulacao-de-canetas-emagrecedoras
  7. Anvisa. Anvisa discute norma para manipulação de canetas emagrecedoras. Publicado em 17 abr. 2026. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-discute-norma-para-manipulacao-de-canetas-emagrecedoras
  8. Anvisa. Sobre a fiscalização de farmácias de manipulação estéreis. Publicado em 19 jul. 2026. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/sobre-a-fiscalizacao-de-farmacias-de-manipulacao-estereis
  9. Anvisa. Anvisa encontra mais de 1 milhão de produtos irregulares em farmácia de manipulação em SC. Publicado em 23 mar. 2026. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-encontra-mais-de-1-milhao-produtos-irregulares-em-farmacia-de-manipulacao-em-sc
  10. Anvisa. Anvisa aprova primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao Ozempic para diabetes (RE 2.122/2026). Publicado em 26 maio 2026; e Anvisa registra cinco novas canetas de semaglutida, 29 jul. 2026. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-aprova-primeira-caneta-de-semaglutida-sintetica-analoga-ao-ozempic-para-diabetes
  11. Anvisa. Manipulação caseira de tirzepatida NÃO é segura. Publicado em 23 set. 2026. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/manipulacao-caseira-de-tirzepatida-nao-e-segura
  12. Anvisa. Anvisa determina apreensão de lotes falsos de Mounjaro e botox (inclui suspensão de farmácia por venda de manipulados sem receita individualizada e com nome fantasia). Publicado em 20 fev. 2026. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-determina-apreensao-de-lotes-falsos-de-mounjaro-e-botox
  13. Anvisa. Como saber se um produto é autorizado pela Anvisa (campanha Estética com segurança). https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/campanhas/estetica/como-saber-se-um-produto-e-autorizado-pela-anvisa
  14. U.S. Food and Drug Administration. FDA's Concerns with Unapproved GLP-1 Drugs Used for Weight Loss. Content current as of 10/01/2026. https://www.fda.gov/drugs/postmarket-drug-safety-information-patients-and-providers/fdas-concerns-unapproved-glp-1-drugs-used-weight-loss
  15. U.S. Food and Drug Administration. FDA clarifies policies for compounders as national GLP-1 supply begins to stabilize (atualizações de 19 dez. 2024 a 1 abr. 2026). https://www.fda.gov/drugs/drug-alerts-and-statements/fda-clarifies-policies-compounders-national-glp-1-supply-begins-stabilize
  16. Lambson JE, Flegal SC, Johnson AR. Administration errors of compounded semaglutide reported to a poison control center: case series. J Am Pharm Assoc. 2023;63(5):1643-1645. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37392810/
  17. Ashraf AR, Mackey TK, Schmidt J, et al. Safety and Risk Assessment of No-Prescription Online Semaglutide Purchases. JAMA Netw Open. 2024;7(8):e2428280. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39093567/
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  19. Belcourt J, Sapowadia A, White CM. Compounded Semaglutide and Tirzepatide Products Use Unique Formulations but Efficacy and Safety Largely Unknown. Ann Pharmacother. 2026;60(9):902-906. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41689811/
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  21. American Diabetes Association. The American Diabetes Association Announces Statement on Compounded Incretin Products. Comunicado de 2 dez. 2024. https://diabetes.org/newsroom/press-releases/american-diabetes-association-announces-statement-compounded-incretin
  22. SBEM, SBD e ABESO. Alerta sobre o uso de medicamentos alternativos ou manipulados para obesidade e diabetes: análogos do GLP-1 e GIP. Nota oficial conjunta (documento datado de 4 de fevereiro, publicado no site da SBD em fevereiro de 2025). https://diabetes.org.br/wp-content/uploads/2025/02/ALERTA-SOBRE-O-USO-DE-MEDICAMENTOS-ALTERNATIVOS-OU-MANIPULADOS-PARA-OBESIDADE-E-DIABETES-ANALOGOS-D.pdf
  23. World Health Organization. Medical Product Alert N°2/2024: Falsified OZEMPIC (semaglutide). 19 jun. 2024. https://www.who.int/news/item/19-06-2024-medical-product-alert-n-2-2024--falsified-ozempic-(semaglutide)
  24. Anvisa. VigiMed: notificação de eventos adversos por cidadãos e profissionais de saúde. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/fiscalizacao-e-monitoramento/notificacoes/vigimed

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